Em meados do ano de 1968 o rock passava por um período de mudanças
fundamentais... o descompromisso do início dos anos 60 passava a dar espaço a
músicas e letras mais elaboradas, representados entre outros pela banda Yardbirds,
de Eric Clapton e Jeff Beck. Nesta época James Patrick Page era um guitarrista de
sessão que já havia gravado com os Rolling Stones, The Who, Pretty Things, entre
outros e foi chamado para substituir Eric Clapton quando este abandonou o
Yardbirds (Eric Clapton viria mais tarde a formar o Cream). Foi a primeira vez que
Page participou de uma banda de renome... mas o que viria depois iria ser muito
mais importante...

No final de 1968 a banda Yardbirds se desfaz e
Page trata de montar um novo grupo. Um amigo
o leva a procurar Robert Plant, vocalista da
pequena Band of Joy. Da Band of Joy vem
também o baterista, John Bonham. Juntamente
com Chris Deja. A banda resolve se chamar New
Yardbirds. O baixista Chris Deja não se encaixa
ao som da banda e é logo substituido por John
Paul Jones, também músico de sessão, que já
havia gravado entre outros com os Rolling Stones.
Jones chegou ao New Yardbirds através de um
anúncio em uma revista de música.

Obviamente o nome New Yardbirds não
agradava. O baterista do the Who, Keith Moon,
achou que a banda de Page era pesada e voava, e sugeriu o nome Lead Zeppelin
(Zepelin de Chumbo). Mais tarde o nome foi mudado para Led Zeppelin a fim de
que os norte-americanos não tivessem problemas com a pronúncia.

No início de 1969 a banda grava seu primeiro disco, auto
entitulado Led Zeppelin. O som era bastante original... com
raízes óbvias no blues, mas pesado de uma maneira geral.
Agradou ao público, embora a crítica inglesa os tenha
criticado muito. O destaque era a música Dazed and
Confused, em que Page solava a sua guitarra com um arco
de violino. Uma turnê americana se seguiu ao disco. Seria a
prova de fogo para a banda. Começaram a turnê abrindo
para bandas maiores e terminaram como atração principal dos shows.

O primeiro disco já havia levado a banda ao topo das
paradas em todo o mundo, apesar de não terem sido
lançados singles (isso revolucionaria o mercado musical dali
para a frente, pois se passou a considerar mais importante
cada disco como um todo ao invés de lançar as músicas
separadamente em singles). Sem interromper as turnês a
banda gravou ainda em 1969 o segundo álbum. Led
Zeppelin II foi um sucesso de vendas ainda maior. Whole
Lotta Love se tornou o primeiro grande hit da banda. Apesar de ser uma banda
inglesa, só com o segundo disco a banda foi aceita na sua terra natal e desbancou os
Beatles no gosto da crítica.

Em 1970 a banda tirou "férias" dos shows e se encerrou em
uma cabana na escócia para gravar e compor o álbum mais
acústico do Led Zeppelin. O nome da cabana era
Bron-Y-Aur, que viria se tornar uma das músicas do disco.
O disco Led Zeppelin III deixava claras as raízes da banda
no blues e na música folclórica celta. O disco foi sem
sombra de dúvidas diferente, mostrando muita musicalidade
da banda, mas sem a emoção forte que era a sua
característica. Foi um fracasso de vendas. Os shows da banda haviam se tornado
verdadeiras demonstrações de resistência. Os improvisos que se seguiam a Dazed
and Confused chegavam a durar mais de 45 minutos.

Em 1971 sairia o divisor de águas da carreira do Led
Zeppelin, o album sem título, comumente chamado de Led
Zeppelin IV. Entre outras músicas se destacou Stairway to
Heaven, o rock mais executado e conhecido de todos os
tempos (apesar de não ter sido lançado em single). Stairway
to Heaven era uma mistura única de música acústica e rock
pesado. A música Rock and Roll passou a ser a abertura
dos shows da banda. O sucesso deste álbum foi tão grande
que mentes doentes chegaram cogitar um pacto satânico da banda que haveria
vendido suas almas em troca da fama.

Em 1973 o álbum Houses of The Holy decepcionou aos
que esperavam outras músicas como Stairway to Heaven.
Era um álbum mais denso e difícil de ser ouvido. A banda
neste disco adotou influências de soul e reggae como pode
ser facilmente observado na faixa Dyer Maker. Parte do
público detestou. A música The Song Remains the Same
viria a ser o título do vídeo sobre a banda. De uma forma
ou de outra o Led Zeppelin continuava lotando estádios ao
redor do mundo e vendendo discos como nenhuma outra banda de rock na época.

Em 1975 sai o álbum duplo Physical Graffiti, um album
disperso e extenso demais. A única faixa a adicionar algo a
sonoridade do Led Zeppelin foi Kashmir, que se tornaria
uma das marcas registradas da banda. Logo após o
lançamento de Physical Graffiti um acidente de carro com
Robert Plant levou a banda a férias forçadas durante mais
de um ano, em meio a boatos de dissolução.

O álbum Presence, lançado em 1976 é um reflexo da fase
ruim por que passava o Led Zeppelin. Nenhuma música se
destacava. O cenário do rock mudava com o punk e o Led
Zeppelin não conseguia mostrar criatividade. No meio da
turnê que se segue, um novo acidente, a morte do filho de
Plant, leva a banda a parar novamente. Neste intervalo foi
lançado o vídeo The Song Remains the Same (no Brasil
com o título ridículo de Rock é Rock Mesmo).

Em 1978 o álbum In Through the Out Door marcou a volta
da banda aos estúdios e também aos palcos. Apesar da falta
de novidades a banda continuava a maior do mundo. Após
uma reunião de planejamento da turnê americana, o
baterista John Bonham morre sozinho em seu quarto em
virtude de uma overdose de alcóol. A decisão de acabar
com a banda foi aceita por todos os membros restantes.